Movimento No Poo, funciona?

A realização do caminho veio ao encontro meu com a busca de uma vida mais simples, a qual confesso que é difícil quando se mora em SP. Mas, mudar hábitos, consumir menos, reaproveitar materiais, separar o lixo, comer menos carne e etc já são rotineiros aqui em casa. Agora parto para os produtos caseiros para criar menos lixo e consumir menos produtos prejudiciais à saúde.

Estou no movimento “no poo”, sem shampoo e condicionador. Em duas lavagens já estou amando os resultados. Vou seguir à risca nesse mês e depois postarei os resultados. Não aguento mais ir às lojas e ficar zonza e confusa com o bombardeamento de produtos, propagandas e novidades… que cá entre nós, são desnecessárias e viciantes, porque usa uma quer outra, virando um ciclo ridículo.

Pretendo manter um hidratante, um shampoo e condicionador básicos, para momentos praias e etc, não sei como meus cabelos reagirão, talvez nem será preciso… meu óleo de argan e o bepantol líquido também não serão abandonados NUNCA. Mas os tratamentos estéticos serão todos naturais, com frutas, óleo de coco e outros produtos: água de arroz é excelente para pele, a maizena é um maravilhoso shampoo à seco, o açúcar excelente exfoliante e o abacate um essencial hidratante.

Seguindo essa receita estou me surpreendendo, vou linkar para vocês, por uma vida mais simples! #nopoo#vidasimples :

http://revistamarieclaire.globo.com/Beleza/noticia/2016/01/quatro-meses-sem-shampoo-jornalista-revela-como-seu-cabelo-ficou-mais-bonito-sem-produtos-industrializados.html

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Minha pesquisa – Vallauris

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Só para não deixar esse blog abandonado… uma foto sobre a minha pesquisa: eis uma cerâmica de Picasso, da fase pictórica – pintou um vaso de Suzanne Ramié, que o projetou inspirada pelas cerâmicas pré-colombianas.

Um vaso lindo, e sua beleza não aparece na foto… em Museu de Vallauris – França, outubro de 2016.

Diário da França – Marselle

Este é o último post sobre a minha viagem na França. Terminamos em Marselle, uma cidade grande, urbana, com cara de São Paulo mas com um ar de litoral. Antiga, Medieval, Renovada, Campo de Estrangeiros árabes, turcos, indianos, brasileiro… um comércio louco, ruas perigosas, uma marina e porto lindo, um museu mediterrâneo de acabar o fôlego. Uma cidade de paradoxos e contradições.

Pegamos um ônibus no terminal rodoviário de Nice que fica no terminal 1 do Aeroporto. A empresa Oui Bus foi excelente, pontual, rápido, seguro e um ônibus bem confortável, dá para ir à Paris com ele numa boa.

Em nosso 9 dia na sexta dia 21, chegamos à tarde. Foi o tempo de chegar no hostel, que ficava no centro ao lado da Rodoviária, almoçar e sair para ver o fim do dia.

Andamos até a marina antiga, o porto velho, subimos as escadarias do MUCEM e andamos pelas ruas, só. Achamos umas lojas ótimas, o comércio da cidade é muito variado e barato.

 

Dia 10 – 22/10 – sábado

Nem falei do Hostel que ficamos, por 18 ou 20 euros, não me lembro, ficamos também com um quarto com dois banheiros privativos, duas beliches e duas camas  na parte de cima. Um espaço muito bacana, grande e bem jovem, com salas de estar, cozinha e espaços de conveniência. E os atendentes super educados, na verdade… em todos os hostels fomos muito bem recebidos.

Em Marselle ficamos no Vertigo , 42 rue des petites Maries. Encontramos um e uma brasileiros, foi bom demais conversar em nosso idioma.

 

Saimos pela manhã, não fizemos o passeio de barco até  para as praias paradísiacas de Calanque, porque o tempo estava instável, mas se quiser é só pegar os barcos no porto velho e os passeios variam de 15,20 a 30 euros.

Também tem o passeio de barco até o Château d’ If: 1 h de visita, aproximadamente 15,20 euros. Não fizemos pelo mesmo motivo, nos restava passear pela cidade mesmo.

Só o MUCEM, foi horas de visitação, só no castelo medieval. É uma cidade sendo restaurada após o bombardeio dos nazistas, que a usou como um forte na 2 Guerra Mundial. É um lugar líndissimo. Por sorte na livraria também achei material para minha pesquisa.

Descendo para a praça do museu, andamos  pela La Canebière,  chegando no portuário NOVO. Subimos até a Notre Damie de la Garde. Seguimos pela Cinq Avenues até o Palácio Longchap –  tinha a informação de que cada monumento era aproximadamente 12 euros, entramos de graça.

Depois fomos para o outro lado do porto velho, para o Fort de Saint Nicolas, fica na 7 Promenade Robert Laffont. Depois começou uma chuva dos infernos que não parou até a madrugada, forçando a gente a voltar pro Hostel. De qualquer forma, conseguimos conhecer um pouco da cidade que também tem o seu encanto e muitas praias lindas que não foi possível conhecer dessa vez.

França é linda e encantadora, com certeza voltarei para conhecer melhor as suas praias e até as outras cidades do interior, escrevendo no blog bateu as saudades, e já estou planejando as os próximos destinos, porque sempre falo: Eu trabalho para viajar!

 

Diário da França – Antibes – Vallauris – Cannes

Dia 7 – 19/10 – VALLAURIS – CANNES – quarta

Acordamos bem cedo, às 7h, porque na França tudo se abre a partir das 9 ou 11h, fecha às 13h e depois só abre às 15h. Trabalham apenas 4h por dia, pelo menos na região de Vallauris em Golfe Juan.

Precisava ir na Biblioteca Municipal de Vaullaris (com os horários quarta à sexta 9h-12 / 15h-18h), que fica na mesma praça dos museus Museu da cerâmica / Nacional Picasso / Magnelli.

Em Nice, pegamos o ônibus Cannes 200, e descemos em Golfe Juan. Não tem erro com o marcador de estações e os avisos das estações tanto do motorista como do letreiro. Descemos no ponto Vallauris, Avenue Georges Clemenceau  e seguimos à pé, numa bela subida até a cidade. Foram 20 minutos, tranquilo, mas durante o caminho descobrimos os ônibus que subiam por 1 euro, então no dia seguinte subimos por eles.

Quando Vallauris se aproximava, vimos os cartazes sobre Picasso, as esculturas de Roger Capron e todos os anúncios dos artistas da cidade.

 

Uma cidade de artistas, a cidade provençal da cerâmica francesa, bem pequena, simples e charmosa. Em um dia você conhece tudo, precisei ir dois dias, duas manhãs por causa dos horários, mas hoje eu percebo que se eu tivesse mais tempo teria descoberto muito mais informações para o meu mestrado, mas o que eu trouxe já está suficiente.

Chegando lá, basta seguir esses caminhos, é cheio de subidas e descidas, nada comparado com Ouro Preto. Pensei que as produções fossem mais ricas, me decepcionei, mas encontrei alguns ateliês ótimos, e outros estava mais afastados impossibilitando de conhecer.

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Basta seguir esse mapa para conhecer tudo

Não tem mistério, basta seguir a Seguir até a Place de la Libertation 06220, para visitar o Museu da cerâmica / Nacional Picasso / Magnelli : fecha às terças e funciona das 10h – 12h / 14h – 18h ou 17h. Também se chega em Madoura, que foi a olaria que abrigou vários artistas para fazerem cerâmica: Picasso, Chagall, Miró, Matisse e etc – e hoje virou um museu, vale a pena visitar. Também a praça com a obra de Picasso, aquela que se toca “O homem com o carneiro”

E conseguimos  visitar a XXIV Bienal Internacional Cerámique du Vallauris 2016 – estava em cartaz até 31 oct.: 7 exposições por 5 euros, 10h – 12h15 / 14h – 17h – foi muito bom, tinha obras do mundo inteiro, menos da América… senti falta!

DICA: O comércio fecha entre 12h – 14h. Na rua principal tem muitas lojas e cafés, e cerâmicas: Avenue George Clemenceaus.

Almoçamos nossos lanchinhos feitos no hostel e comprados no Cassino, e antes de sair, queria comprar um livro sobre as cerâmicas de Chagall que tinha na livraria do museu. Deixei pra comprar depois… já tinha pesquisado muita coisa na biblioteca que era bem mais informal, agradável e disponibilizava cópias gratuitas. Mas pasmem… a livraria não abriu e não ia abrir por falta de público. Afffeee tive que voltar no dia seguinte e a intenção era pesquisar mais na biblioteca que… não abriu na quinta!

Pois é… ai descobri os horários de trabalhos das escolas e os feriados loucos da França. As escolas funcionam 3 semana, integral, e uma semana fica fechada, para os alunos fazerem pesquisa de campo. Há umas sextas que fecham também, e peguei bem uma dessas: biblioteca fechada maaaaas comércio funcionando, comprei o livro no dia seguinte… e partimos para Antibes na quinta também.

Depois da espera, descemos a pé e pegamos o mesmo ônibus para descer no ponto final de Cannes. Conhecemos um pouco dessa cidade chique, cara, linda no final dessa tarde. Andamos pela orla, vimos os estúdios de cinema e televisão montados, os iates caros, tudo com muito glamour.

Comemos um bom croissant com um café italiano, e ainda ganhei uma bolsa linda do meu pai. Pertinho do ponto há um comércio ótimo, lojas promocionais e ainda o Monoprix, que é uma rede fantástica com tudo que você pode imaginar.

Na volta, optamos em jantar no Mc Donald’s, juro que eu estava com vontade e amei o lanche e a batata com cortes diferentes e seu molhinho francês. O sanduíche é bem mais leve com mais salada, gostei muito.

 

Dia 8– 20/10 – VALLAURIS – ANTIBES – quinta

Por causa dos horários maluco, voltei pela manhã em Vallauris, dessa vez subimos de ônibus, para comprar os livros e também para pesquisar mais na biblioteca.

Bom… biblioteca fechada, mas comprei o livro que queria muito! Aproveitamos e tomamos um café comprado no Carrefour e numa Padoca simples mas MARAVILHOSA, bem na av. principal: brioche, quiche e croissant de chocolate. Sentados na praça, nos deliciamos.

Descemos e no mesmo ponto em que descemos, pegamos o mesmo ônibus Cannes 200 para irmos à Antibes.

A cidade é separa em duas: a alta (centro) e a baixa (marina) Quando chegamos estávamos na parte baixa. Descemos no terminal da cidade, na estação de ônibus Pôle d’Échanges d’Antibes, caminhamos pela Rue Boulevard Général Vautin,  atravessamos a passarela sentido à estação de trem, descemos as escadas e seguimos para Rue Sadi Carnot e por ela descemos até a Marina. Seguir para a direita.

Andamos por ela até Avenue de Verdun, até chegar numa muralha de pedras com uma escada. Essa entrada estava fechada, fomos até o muro mesmo e passamos pelo portal. Pronto estávamos no centro velho de Antibes. Andamos pela Promenade Amiral de Grasse até o Château Grimaldi onde estava o Musée Picasso Antibes.

Sobre o museu: fecha às segundas, funciona das 10h – 13h e 14h às 18h. Fica na Place Mariejol, 06600 – não tem erro. Como chegamos bem na hora do almoço, decidimos passear pela cidade até dar as 13h.

Indo para a Cours Masséna tem o Marché Provençal, um mercado com frutas, azeite e etc. Uma pena ter visto a desmontagem, só de olhar as azeitonas, os antepastos, as frutas secas, castanhas e queijos, hum… nossa fico com água na boca!

A cidade é uma graça, foi a que eu mais gostei. Arquitetura medieval me encantou com as ruelas, casinhas e construções bem conservadas. Com muitos vasinhos, flores e galerias de artistas que produziam para vermos. Não tem como se perder…

E as praias?! Gente, quando vi o mar azulzinho, perfeito, sem ondas, com suas nuances… quase cai para trás. O mar mediterrâneo realmente é belíssimo!

O Museu de Picasso é simplesmente ótimo, muito completo e rico. Não me deixaram fotografar, mas comprei um catálogo muito bom. Achei o melhor sobre o Picasso até então.

Depois voltamos, pegamos um trânsito – VERDADE! Muita gente voltando do trabalho, chegamos bem tarde e jantamos uma boa refeição com a nossa companheira de quarto, uma artista plástica brasileira, como uma despedida.

A impressão é de boa educação, limpeza, cultura… olha, não dava vontade de voltar não… o parisiense é fechado, mas o francês na Provence, é bem diferente. Adorei conhecer essa região.

Próximo post: Marselle.

 

 

Diário da França – Nice

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O que dizer de Cotê d’Azur? Desse litoral mediterrâneo que banha a França, abençoada por tanta beleza? Mesmo no outono, com um friozinho básico impedindo os mergulhos, a costa é linda, uma paisagem fantástica. Essa costa é muito fácil conhecer, porque tudo é perto, comparando com as praias do nordeste por exemplo, e tem transporte fácil: táxi, ônibus e trem. A maioria opta pelo ônibus e vou falar o porquê.

Pelo mapa, vemos que as cidades ficam próximas, e os trajetos são feitos por uma única via principal. Todos os ônibus circulam por ela, pode-se ir de Nice para todas as outras cidades. Por isso ficamos nela, e nosso hostel ficava bem no centro, na pracinha que tinha quase todos os pontos finais dos ônibus, e claro, ficamos no coração de Nice.

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No primeiro post tem todas as dicas, principalmente o transporte do aeroporto de Nice para a cidade, vale a pena ler, segue o link:

DIÁRIO DA FRANÇA: PRIMEIRO AS DICAS VALIOSAS DE VIAGEM

Vamos pro roteiro?

 Roteiro Nice – Antibes – Vallauris

Ficamos no Hostel Paradisis, localizado em  1 RUE PARADIS, pertinho da praça principal. O quarto era praticamente o de uma pousada, com três camas (dividimos o quarto com uma brasileira), tinha o banheiro particular com os amenities, armários, televisão, frigobar, chaleira elétrica, chazinhos, cobertor… não parecia um hostel, só não havia cozinha e uma área de estar, mas por 21 euros naquela região, era uma hotel 3 estrelas. Super indico!

 

Chegamos à tarde no nosso 6 Dia  18/10  – terça. Foi chegar e sair para curtir a cidade, porque seria praticamente apenas essa tarde pra isso.

Tivemos 2 dias e meio, e eu tinha que ir para Vallauris e Antibes pesquisar. Pouco tempo para muita coisa, então não perdemos tempo e infelizmente não conheci tudo o que Nice ofeceria: museu Chagal, Matisse, sítio arqueológico, catedral russa… e não conseguimos ir para Mônaco. Mas passamos um final da tarde em Cannes.

Para quem quiser, disponibilizo o roteiro completo para baixar: roteiro-nice

Para comer, Mc Donald’s e lanchinhos no mercado Cassino. Ótima opção para comprar doces, pães, queijos e presuntos crus. Há vários outros lugares ótimos, jantamos em um restaurante por 13 euros, no lado do hostel, infelizmente não lembro o nome, mas… a noite em Nice é bem agitada com muitas ótimas opções, você não vai se perder.

Então no nosso primeiro fim de tarde, andamos pela costa de cabo e rabo, e um pouco pela cidade e suas praças. Ainda quero retornar para curtir as praias, me deixou com a vontade de Quero Mais!

 

Para guiar, fotografei um mapinha bem básico da costa, só para verem como é fácil viajar por esses lados. A única cidade que estava fora foi Vallauris, que precisou de uma caminhada e ou ônibus… escreverei no próximo post.

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Buen caminho siempre!

 

Diário de Paris – Parte 4

Dia 4 – 16/10 – JARDINS DE LUXEMBURGO – PANTHEON- QUARTIER LATIN – MONDE ARABE – PARIS À NOITE

Nesse dia fizemos tudo a pé, menos a volta para o hostel. Acordamos cedo e caminhando pela Rue de Vaugirard chegamos nos Jardins de Luxemburgo, um verdadeiro parque, lugar playba, lindo de morrer, perfeito para fazer exercícios, ler, passar umas horas.

De lá mesmo seguimos para o Quartier Latin, nesse grande distrito (5 séme) há muitos lugares para andar e conhecer. É o lugar dos intelectuais e possui dois parques lindos. Focault e Hewniway e outros moraram em Quartier e a maioria está enterrado no Panteón. Visitado-o, passamos também pela Igreja Sainte Étiènne du Mont, aquela em que Woody Allen filmou seu filme, sentei no degrau esperando voltar à década de 20 =).

Um bairro fantástico, vivo, com um bom comércio, livrarias, sebos, intelectuais e também estrangeiros. Vimos muitos comércios, indianos, chineses e árabes. Almoçamos num bistrô muito gostosinho e charmoso, na frente da Université Pierre, na Rue Jussieu, por 10 euros comemos dois crepes (salgado e doce) e uma cidra, que é totalmente diferente da nossa e bebe-se em uma xícara com um sabor bem frutado.

Depois do almoço fomos para o Institut du Monde Arabe indo pela Fossés St-Bernand. Vale a pena ir, pode subir de graça para ver a vista da cidade. Com o Museum Pass entramos para ver o acervo e as exposições, que inclusive são ótimos e merecem uma visita, sem contar que a arquitetura é muito linda, moderna e interessante.

Do Instituto passamos pela Pont de la Tournelle e passamos novamente pela Notre Dame, dessa vez com um sol lindo e fomos andando pelas margens do Sena com a intenção de  visitar o Musée d’Orsay, mas infelizmente chegamos 5 min. depois e já estava fechado. Descansamos sentando nas escadas para escutar uma dupla de músicos e arrasavam para depois andar mais e conhecer melhor a cidade, e principalmente ver Paris, a cidade Luz à noite.

 

Do Musée d’Orsay, atravessamos a passarela, para chegar no Quai des Tuileries chegando no Jardin des Tuileries e na Place de La Concorde. Ficamos no Jardin até cair a noite e na ponte até tudo acender. Atravessando-a andamos pela Quai d’Orsay, pela Quai Branly até chegar na Torre Eiffel, atravessamos por baixo novamente para sentarmos no Trocadero e assistir o show de luzes da torre que acontece a cada uma hora. Na escadaria as pessoas se encontram com seus grupos de amigos e é o ponto de encontro de todas as tribos. Escutei um bom said árabe, uma violão, e um rockzinho básico. Um lugar democrático e seguro.

Esse foi basicamente um último dia de andadas, por isso aproveitamos bem, e a noite comemos uma comida chinesa bem típica e tradicional, em uma marmita por quilo bem pertinho do hostel, inclusive super indico esses restaurante porque são ótimos e possuem um bom preço.

No dia seguinte precisava ir na biblioteca pesquisar então deixamos o roteiro leve para o último dia. E já vou escrevê-lo aqui porque foi bem pequeno.

Dia 5 – 17/10 –MONTMARTRE – BASÍLICA OF SACRE COEUR – CITÉ DE LA CÉRAMIQUE – segunda

Foi um dia mais light, dedicado na parte da tarde à minha pesquisa e a visita do Musée de la Céramique em Sérvre.

Na parte da manhã fomos de metrô até Montmartre para visitar a Basílica of Sacre Coeur, que é belíssima, e sem contar que o bairro é encantador, charmoso, com seus artistas trabalhando, com suas galerias e lojinhas com produtos artesanais. E é o melhor lugar para comprar presentes, lembranças e até perfumes. No último dia voltamos de Marseille e fomos até Montmartre, à tarde para comprarmos todos os presentes ante de pegar o vôo. Valeu a pena.

A entrada da Basílica é gratuita mas a subida da torre é paga, 10 euros. Nesse dia o nosso Passe já tinha perdido a validade, mas a vista a partir dela já é belíssima, um outro olhar da cidade. Ahhhh…. e o lanche gigante que comemos!! Em Paris, comi uma linguiça com vinagrete feita por um chinês! É a globalização… =)

Para chegar em Sèvre, pegamos o metrô e fomos até o ponto final. Todos eles  ficam na 2 Place de la Manufacture, 923 10, Sèvres. É uma verdadeira cidade da cerâmica, onde há restauros, fabricação em larga escala, estudos e pesquisas, fiquei bem interessada em visitar todos os setores. Também fui muito bem atendida quando falei sobre a minha pesquisa e tive as portas abertas para a biblioteca. Mas infelizmente nela não encontrei muita coisa, e pasmem… nada estava informatizado, ainda usam ficha!!

O museu fica aberto das 10h – 17h. Entrada 6 euros, mas nas segundas é gratuito. Ir pelo metrô e descer na linha 9 – Pont de Sèvres. A biblioteca funciona das 14h às 17h30.

Agora sim, nos próximos dois posts escreverei sobre Nice, Antibes, Vallauris e Marselle.

Diário de Paris – parte 3

Continuando o diário… infelizmente no segundo dia, o tempo em Paris mudou da água pro vinho e quando saimos do Louvre começou uma chuva e foi até de madrugada.

Miou o nosso roteiro, dando para ir apenas em Notre Dame e comer alguma coisa antes. Percebemos que teríamos que sair mais cedo para aproveitar a manhã na rua e deixar os museus para a tarde, quando chovia.

De qualquer forma, lá vai o roteiro para conhecer o “marco zero” da cidade, o centro de Paris, a:

  • ILE DE LA CITÉ

Ao sair do Louvre …

Seguindo a pé (17 min):  Siga na direção leste na Cour Napoléon et Pyramide du Louvre em direção a Cour Carrée, pela Cour Napoléon et Pyramide du Louvre faz uma curva à esquerda e se torna Cour Carrée, Vire à esquerda em direção à Rue de l’Amiral de Coligny, Vire à direita na Rue de l’Amiral de Coligny, Vire à esquerda na Quai du Louvre, Continue para Quai de la Mégisserie, Vire à direita na Pont au Change, Vire à esquerda na Quai de la Corse, Vire à direita na Allée Célestin Hennion, O destino estará à direita.

Na Quai de la Corse na ida, veremos um mercado de flores e plantas.

Chegando vale a pena ir à Catedral de Notre Daime primeiro e subir em sua torre. Contorne a Catedral após a visita e passe na ilha de Saint Louis. Em frente a Catedral tem a Livraria Shakespeare.

Veja a Square Jean XXIII. Volte pela Quai de Marche Neuf e chegaremos em mais 3 monumentos: Pallais de Justice, Saint Capelle e Portain Conciergerie. Ir até a Pont Neuf passaremos pela Praça Dauphin. Podemos seguir até o final, até Square Vert Galant. Voltar e passar  a ponte Neuf.

15/10 – MUSÉE NATIONAL PICASSO-PARIS + CHAMPS ELYSÉE + ARCO DO TRIUMFO + TORRE EIFFEL + CENTRE POMPIDOU- sábado

 Nesse dia saimos bem cedo e fizemos quase tudo à pé, menos chegar ao Museu Picasso e voltar para o hostel, a partir desse dia, começamos a vivenciar a cidade de verdade, e por incrível que pareça, o tempo abriu, o sol saiu e nada de chuva.

Saindo do hostel (estávamos perto do metrô Voluntaire) , caminhamos pela Rue Vaugirad até o cruzamento com a Boulevard du Montparnase, subimos pela Avenue de Villars BLVD des Invalides até chegar no Tombeau de Napoléon e o Musée de l’Armée.  E a paisagem foi essa:

Optamos em não entrar, porque o objetivo era subir na Torre Eiffel. Do museu, seguimos pela esquerda na Avenue de Tourville, e daí é só ir reto pela Avenue de la Bourdonnais, chegamos na torre pela Champ de Mars umas 9h da manhã.

Dica ótima: tentem ir pela Champ de Mars, a entrada na torre é mais vazia, não pegamos fila e foi bem tranquilo. Como todos preferem ir pelo Trocadero ela fica sossegada, e nós fizemos o contrário sem querer e foi perfeito.

Ai foi a festa. A paisagem é linda demais, tiramos muitas fotos dos dois lados, porque depois seguimos para os Jardins de Trocadéro para o Arco do Triumfo. Almoçamos nosso lanches em um banco no Trocadéro curtindo o cenário “feio” ao nosso redor.

Na torre subimos até o segundo andar a pé, pelas escadas. Foi o único monumento que não estava incluso no Paris Museum Pass, e o valor foi 7 euros. Para ir até o topo era 15 euros, mas sinceramente… em Paris há muuuitos, mas muitas opções para vê-la de cima, então não fizemos questão. Se você optar pelo elevador e ir até o terceiro andar, se prepare para a fila e o tempo de espera.

Seguimos para os Jardins de Trocadéro pela ponte D’Iena, passamos por dois carroséus  no Trocadero, lindos e autênticos, e mesmo sem as flores o jardim tem a sua beleza. E a vista da torre por ele realmente é bonita, mas não achei a melhor.

Para chegar no Arco do Triunfo, subimos as escadas e indo pela direita andamos pela Avenue Kléber,  não chegamos pela Champ Elisée. e nela apenas demos uma apreciada. Ao ver o arco, pegamos a entrada pelo túnel sempre seguindo pela direita, não é aconselhável atravessar por cima porque é muito perigoso. Subimos todas as escadas, vimos as galerias, e o túmulo do soldado sem nome. A vista é mais modesta mas não deixa de ser linda. Entramos direto e sem fila com o PMP.

Após subir as cacetadas de escadas a vista do Arco é essa e esse é o interior também:

Desse ponto, pegamos o metrô Charles de Gaule Étoile e fomos para o Musée Picasso Paris em busca das fontes para a minha pesquisa. Museu pequeno mas essencial para conhecer o trabalho de Picasso. Estava tendo uma exposição ótima sobre a sua modelagem e escultura, realizando uma comparação com o Giacometti. Na lojinha comprei dois catálogos super especiais e perfeitos para a minha pesquisa.

O museu fica em 5 Rue de Thorigny, 75003 Paris, França e abre às 9h30, fecha às 18h e nas segundas.  Dá para chegar pelos metrôs: Linha 1 Saint – Paul ou Linha 2 Saint – Sé Bastien – Froissant / Chenin Vert.

Agora foi uma surpresa boa, saindo do museu, fomos andando pela Rue Rambuteau e Rue Des Francis e caímos no Centre Pompidou, que não estava no roteiro e achei o máximo, me encantei.  Mesmo criticado pela sua arquitetura, que é chocante, o seu acervo de arte moderna e contemporânea é perfeito. Sem contar a biblioteca, o centro cultural, a livraria e a vista linda de Paris do último andar. É um mundo a parte, não dá para ver todo o acervo com muita atenção, saímos esgotados de lá por ser muito grande, se puder faça em dois dias.

Antes de entrar no Centro, sentamos na área livre da praça, no chão mesmo como todos que estavam lá, para comer um lanche e ver os artistas de rua. Ao lado você pode admirar uma obra de Calder e uma piscina-fonte com obras de Leda Catunda. Estávamos no fervo de Paris, no caminho tem vários barzinhos, padarias, lanchonetes e lojas.

Voltamos pela Boulevard de Sébastopol para pegar o metrô Châtelet. Chegando em Volontaire, passamos no Carrefour e compramos queijos, vinho (é claro), comidas congeladas e optamos descansar e comer no hostel mesmo.

Amanhã termino Paris!! E os próximos posts serão sobre o litoral francês da Cotê d’Azur. Até mais.

Diário da França: Louvre e Notre Dame – Paris Parte 2

O segundo dia, 14/10, uma sexta – feira, fomos ao Louvre na parte da manhã e pretendíamos visitar a ILE DE LA CITÉ, porém não contávamos com a mudança de tempo e a forte chuva, conseguimos visitar apenas a Notre Dame.

O bom que aproveitei para visitar sebos e algumas livrarias, mesmo não encontrando os livros que precisava, foi muito bom andar pelo centrão de Paris e comer um bom sanduiche natural em uma lanchonete bem basiquinha. Então, naquele arquivo em Word do meu roteiro tem todas as dicas da Ile, mas aqui vou descrever apenas o que vivenciei.

  • Louvre ½ período

Por incrível que pareça eu não queria perder tanto tempo nesse museu. É inevitável não visitá-lo, mas tem tantos outros mais interessantes ao meu ver que me organizei para ver o essencial. É muito fácil se perder, porque é gigante, tem aqueles que preferem ficar o dia todo, eu acho exagero, depende do seu interesse. Então vamos lá, espero te ajudar.

De sexta funciona das 9h às 21h45, e com o Paris Museum Pass, não pegamos fila. Para chegar tem muitas maneiras, para nós fomos pelo Metrô Voluntaire linha 12 (rue Vaugirard) e descemos em Concorde. Também pode pegar a linha 1 e descer em Palais Royal – Musée du Louvre ou caminhar. 1,90 euros

Chegada: Quem vem de metrô, deverá saltar na estação Palais Royal-Musée du Louvre (linha 1). Seguindo as placas, irá sair no Carrousel du Louvre, o shopping que fica no subsolo e está ao lado do hall principal. Esse lugar é uma loucura kkkk! E é onde vemos a pirâmide invertida, que é linda e vale uma foto.

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Carrousel do Louvre

Um shopping, contíguo ao hall principal, onde você encontrará várias lojas, como L’Occitane, Swatch, Apple, Swarovski, Fossil, entre outras. Há uma praça de alimentação, com restaurantes de vários tipos, cafeteria, lanchonete e até um Mc Donald’s. A estação do metrô Palais Royal possui um acesso que desemboca dentro deste shopping.

Não deixe de apreciar, próximo à loja da Apple, a pirâmide invertida. É igual a que está na praça em frente, no nível da rua. A diferença é que ela está de cabeça pra baixo e é um pouco menor.

Chegando no hall principal: Ao todo tem 5 andares: o subsolo (Hall), o mezanino (-1) – entrada, o térreo (0), o primeiro andar (1), o segundo andar (2)

O Louvre tem 3 alas: Richelieu, Denon e Sully. Sugestão: visite cada ala em separado. Por exemplo, visite a Ala Richelieu inteira. Terminou? Volte ao hall principal e vá para outra ala. Desta forma, você não se perde e não deixa passar nenhuma sala que desejaria conhecer. Nós priorizamos o  Egito e as artes das Antiguidades, Monalisa, Delacroix, Ingres, Vênus de Milo – No site do Louvre tem como baixar um guide.

 ALA RICHELIEU – MEZANINO (-1)

Cavalos de Marly

  • Pátio Puget – Milo de Crotone (atenção para a perfeição da pata do leão cravando na coxa do homem)
  • Pátio Puget – Four Captives / Four Defeasted Nations (4 estátuas representando reações diferentes a captura: revolta, esperança, resignação e mágoa)
  • Pátio Marly – Os Cavalos de Marly (que ficavam na entrada da Champs-Élysées, de quem vem da Place de la Concorde)

ALA RICHELIEU – TÉRREO (0)

  • Sala 3 – Código de Hamurabi (o famoso e mais antigo código de leis já encontrado, imperdível para o pessoal do Direito)
  • Sala 4 – Touro Alado (esculturas de touros com 5 pernas e cabeça humana, que ornamentavam a entrada de um palácio da Mesopotâmia)
  • Sala 10 – Tumba de Filipe Pot (com 8 estátuas sombrias sustentando o corpo)
  • Sala 11 – São Jorge Combatendo o Dragão (com a cena talhada numa placa de mármore)

ALA RICHELIEU – PRIMEIRO ANDAR (1)

  • Salas 83 a 87 – Apartamentos de Napoleão III (lindíssimo! Eram os aposentos do antigo imperador francês e sobrinho de Napoleão Bonaparte).

ALA RICHELIEU – SEGUNDO ANDAR (2)

  • Sala 38 – A Rendeira de Vermeer (o quadro mais famoso do artista)

 ALA DENON – MEZANINO (-1)

  • Sala C – Santa Maria Madalena de Gregor Erhart (uma das estátuas mais famosas do Louvre).

ALA DENON – TÉRREO (0)

Psiqué Reanimada pelo Beijo de Eros

  • Sala 4 – O Escravo Moribundo e o Escravo Rebelde de Michelangelo
  • Sala 4 – Psiqué Reanimada pelo Beijo de Eros de Canova (pra mim, a escultura mais linda do Louvre, disparado! )
  • Sala B – Guerreiro combatente (é a estátua de um homem inclinado pra frente, em posição de combate)

ALA DENON – PRIMEIRO ANDAR (1)

  • No patamar da escada – Victória de Samotrácia (majestosamente em destaque no museu, a estátua de 190 a.C. está numa espécie de proa e esculpida como se sua roupa tivesse voando ao vento. Ninguém sabe ao certo qual divindade representava. A asa direita é uma reconstrução em gesso. Linda! )
  • Sala 5 – A Madona das Rochas de Leonardo da Vinci (quem leu “O Código da Vinci” não pode perder)
  • Sala 6 – Mona Lisa de Leonardo da Vinci (Linda e minúscula: só tem 40 cm de altura! E se você for como eu, que achava que o quadro era escuro e em tons marrons, vai se surpreender com as cores…)
  • Sala 6 – As Bodas de Canaã de Veronèse (quadro retratando a noite que Jesus transformou água em vinho. Injustamente negligenciado devido à atenção que as pessoas dão à Mona Lisa, que está de frente pra ele, na mesma sala)
  • Sala 77 – A Liberdade Guiando o Povo de Delacroix
  • Sala 75 – A Coroação de Napoleão de Jacques Louis David (um painel majestoso!)

 

ALA SULLY – MEZANINO (-1)

Louvre Medieval

  • Louvre Medieval (Uma área contendo as fundações do antigo forte medievalque havia naquela região, quando o Louvre ainda era uma fortaleza. Logo na entrada, repare na maquete de como era o forte e compare com os paredões das fundações que estão à frente…)
  • Sala 1 – Esfinge de Tânis (é uma belíssima esfinge encontrada na cidade de Tânis, no Egito. Ninguém sabe até hoje qual o faraó que ela retrata)

ALA SULLY – TÉRREO (0)

Friso do Palácio de Dario I

  • Sala 16 – Vênus de Milo (datada de 100 a.C., foi encontrada na Ilha de Milo, na Grécia. Há controvérsias se é mesmo Afrodite ou se é Anfrite, deusa marinha cultuada na região. Independente disso, é linda e imperdível)
  • Sala 17 – Diana de Versalhes (a versão original da estátua. A cópia está na Galeria dos Espelhos, no Palácio de Versalhes)
  • Sala 17 – Hermes Atando as Sandálias
  • Sala 6 – Tesouros de Tutankamon (são relíquias da época do famoso faraó. Destaque para a régua egípcia, que difere da nossa por ter hieróglifos no lugar de números).
  • Sala 11 – Caminho das Esfinges (várias efígies enfileiradas)
  • Sala 12 – Estátua de Ramsés II (um dos faraós mais famosos da história)
  • Sala 12 A – Frisos do Palácio de Dário I (ainda mantendo grande parte de suas cores, com imagens de arqueiros e leões alados. Lindíssimos! ).

 

ALA SULLY – PRIMEIRO ANDAR (1)

Escriba Sentado

  • Sala 22 – O Escriba Sentado (estátua egípcia que retrata um homem pronto para escrever algo sobre um papiro. O que impressiona é que ainda mantém as cores originais, mesmo depois de 4.500 anos!).
  • Sala 25 – Busto de Akhenaton (o famoso faraó que decidiu venerar o sol, provocando uma lendária crise religiosa no Egito Antigo)
  • Sala 25 – Pequenas estátuas do Faraó Akhenaton e da Rainha Nefertiti(bem pequeno mesmo, mas retrata o famoso casal real egípcio).

 

A arquitetura do Louvre é algo que deve ser admirada! Ficamos quase 3h30, mais tempo que o programado, ao sair começou a chuva que diminuía e aumentava, e não parou, indo até altas horas da noite. Foi péssimo, porque não conseguimos conhecer os outros pontos.

Do Louvre, após o almoço, segui minha pesquisa pela Praça Saint Michel, visitando todas as livrarias Gilbert Jeune, achei muita coisa interessante mas não exatamente o que eu buscava. Fomos a pé até essa região, passando para a Ilé de la Cité, e seguimos para Notre Dame.  Visitamos a Cripta e a Catedral, que são gratuitas, para subir na Torre o Paris Museum Pass dá direito, porém, como já tinha passado das 17h, não conseguimos ir até lá. Mas não foi uma pena, porque o que Paris tem é lugares para vê-la de cima.

 

Até o próximo post!

Diário da França: Paris parte 1

Farei posts curtinhos, com intuito de facilitar a vida dos novos viajantes à França. Como já falei no post anterior, planeje bem a sua viagem, verificar os melhores transportes e trajetos para ganhar tempo e economizar dinheiro.

Se você terá poucos dias em Paris como eu tive, planejei bem o roteiro, aliado à minha pesquisa, haviam lugares obrigatórios para eu passar e visitar, e por incrível que pareça, houveram furos e imprevistos bons, acabamos conhecendo muitos lugares que caíram de pára-quedas por acaso. Ou seja, ganhamos tempo, proporcionando visitas não previstas.

ALIMENTAÇÃO

Antes de começar lá vão outras dicas: sai mais barato, sem dúvida, cozinhar sua própria comida. Jantávamos no Hostel todas as noites e almoçávamos lanches naturais, crepe, fruta e etc.

Aproveite para experimentar os pães, queijos e vinhos. Todos por preços absurdamente baratos. Um vinho de 1,50 euros é ótimo, comparado a um excelente chileno aqui pra nós. Os queijos são variados e por 3 euros você come o BOM e PERFEITO Fromage.

Nosso hostel estava pertinho de dois mercados: Carrefour e o Picade. Não teve coisa melhor. O Picade é uma rede de congelados, tudo por um preço bem popular e por uma exelente qualidade. Comemos quiche, almôndegas ao molho, batatas, lasanha, torta, macarrão… também as lanchonetes indianas que montam lanches naturais em baguetes e os restaurantes chineses que montam marmitex por quilo, são ótimas opções.

A água da torneira é potável, bebemos direto da torneira!

Há os menus promocionais que acompanham apenas a água, e como paga-se mais quando come na mesa, muitas pessoas optam pelo balcão ou por comer em casa o que gera um bom desconto. Um dia comemos 2 crepes, um salgado com fromage e champignon e outro doce (nutella) com uma bebida (escolhi cidra) por 10 euros no Quartier Latin, e podíamos ficar lá a vontade conversando, bebendo, lendo… bem diferente daqui, ninguém nos apressa a sair logo da mesa, o parisiense tem o hábito de olhar pela janela, ou da calçada a vida desenrolar na cidade… me senti num quadro de Renoir…

O que é Paris?

Escreverei todas as minhas impressões: amei Paris, uma das cidades mais lindas, mesmo imperfeita (há muitos moradores de rua, sujeira, discriminação, trânsito caótico e motoristas não respeitam os pedestres, e o parisiense é desconfiado e frio), tem seus problemas mas também tem sua beleza. Uma super valorização da arte e da cultura, por onde você anda tem um museu, os programas educativos, culturais e sociais são ótimos, valorizando a experiência de vida, a saúde e a educação. Uma cidade segura, mas confesso que o exército nas ruas as vezes me incomodava e é claro muito bela!

Uma cidade planejada para encantar. Cada cantinho é bem cuidado, os parques são lindos, os monumentos impecáveis… só me deixou com vontade de voltar para conhecer o que não deu nesses 5 dias.

O francês odeia inglês? Mentira… caso você não seja americano ou inglês kkkk e se esforçar em falar francês. Tente se comunicar em francês primeiro, se não rolar, fale em inglês.  A maioria dos pontos turísticos há letreiros e guias em espanhol e português, mas se precisar se comunicar em inglês pode ir com fé. Estudei francês mas na hora senti muita dificuldade em entender o que falavam… então o inglês tornou a minha vida mais fácil!

O ROTEIRO INICIAL

Basicamente nos organizamos assim, subi o arquivo inteiro para vocês baixarem: roteiro-de-paris

Nem tudo deu certo, mas 80% sim! Então vamos lá!

Dia 1 – 13/10 – VERSALLES – quinta

O primeiro dia, uma quinta feira, dedicamos à Versalles. Foi um dia todo, 2 h de transporte (1h para chegar e outra para voltar), mas é bem fácil! E fizemos todo o roteiro à pé. Sim, isso é possível não precisa andar de carrinho.

Saimos cedo para chegar às 9h. O ideal é visitar o interior do Palácio pela manhã. Os jardins e os parques das 10h – 12h. Trianon e o dormitório da M. Antonieta das 12h – 16h30. Visitamos todos os castelos, jardins e dormitórios.

Para chegar: Pegar o trem RER C5 (linha C) e descer em Versalles Rive Gauche – mais 5 min caminhada. Ele pára nas estações de metrô: Champ Mars – Tour Eiffel (linha 6), Pont de l’Alma e Invalides (linhas 8 e 13). É em 20 e 20 min e a viagem dura 30 min e custa 7 euros (ver bilhete para o dia todo).

estacao-versailles
A frente da estação de trem. Logo sentimos o frio! E a beleza da cidade de Versalles.
ida-versailles
Ida à pé para o Castelo, é muito tranquila, há placas e claro muita gente na mesma direção.
chegada-versa
A chegada.

tras

frente
A entrada foi tranquila, não pegamos fila por causa do PMPass.

Chegando lá seguimos o curso natural da visitação, e o frio e o vento cortante judiaram da gente. Isso porque para eles era “quente”! Pelo menos não choveu forte, apenas garoou e isso enfrentamos tranquilamente.

Realmente Versalles é lindo e é uma visitação obrigatória, não apenas pela conservação e beleza mas pelo valor histórico.

Nos dormitórios do Cháteau, Grands Appartements e de Mesdames, Galerie de Histoire , Salles Louis XIV  e abaixo o salão dos espelhos.

Na segunda parte, paramos para comer na área externa e visitar os jardins.

E a terceira parte visitamos o Petit Trianon, Hameau de la Reine, Domaine de Marie-Antoniette, o Grand Trianon e os seus Jardins.

Esse post termina por aqui, espero que ajude as suas próximas viagens. Assim como Versalles e Louvre custam muito tempo para conhece-los bem, dedicarei posts únicos à eles.

O próximo será sobre o nosso segundo dia: Louvre e Ile de la Cité. Até mais.

Diário da França: Primeiro as Dicas Valiosas de Viagem

Vou dedicar os próximos posts à minha viagem de campo na França. Fui para pesquisar o meu assunto de mestrado: cerâmicas de Picasso e suas influências na cerâmica moderna – portanto, fiz um roteiro bem particular, mas é claro, turistei muito, e lá vão algumas dicas super essenciais para quem quiser curtir esse país lindo.

Dias: 11/10 – 24/10 – Baixa temporada – Outono

Roteiro: 5 dias em Paris, 3 dias em Nice e 2 dias em Marseille

HOSPEDAGEM

Primeiro: planejar, organizar e fechar a hospedagem antes. Parece ridículo, mas, eu nunca fecho a hospedagem antecipadamente. Nesse caso, como optamos em ficar nos Hostels (melhor preço), reservamos as diárias em um site muito bom, que oferece ótimos descontos.

De todos os sites indico esse: http://www.hostelsclub.com/ – Possui um controle de qualidade dos hostels, oferece desconto, pede apenas 10% de entrada, há uma avaliação após a estadia, e… não tivemos nenhum problema, pelo contrário, surpresas boas.

hostel-club

Ficamos em Paris no Aloha Hostels: 1, rue Borromée 75015 – perto de três estações de metrô, mas o melhor é Volontaire.

Em Nice: Hostel Paradisis, 1 RUE PARADIS – Nice, França – um verdadeiro hotel, ficamos em um quarto para três, com banheiro privativo, frigobar, chaleira elétrica. Dividimos com uma brasileira… e super bem localizado, com os pontos finais, saídas para Antibes, Mônaco e Cannes.

Em Marseille: Vertigo 42 rue des petites Maries – Marseille, do lado da rodoviária e na região central.

ENTRADAS NOS MUSEUS, MONUMENTOS EM PARIS

Dos dois bilhetes, o que valeu a pena para o nosso roteiro foi o PARIS MUSEUM PASS.

museum-pass2

Como ficamos 5 dias, compramos o de 4. Sempre vendê-se em pares: 2, 4 e 6 dias. E Além de vários pontos de vendas, compra-se no aeroporto (fizemos isso), por 62 euros, economizamos muito mais que 52,00 previstos.

Esse bilhete dá o direito a entrar em TODOS OS MUSEUS E MONUMENTOS, CENTROS CULTURAIS, menos a TORRE EIFFEL.

museum-pass.jpg

TRANSPORTE – LOCOMOÇÃO

Aqui vai uma dica, nem sempre vale a pena comprar os bilhetes de ônibus de viagem antecipadamente, no nosso caso foi mais caro por causa dos impostos e não conseguimos cancelar…

Pesquisando os trens não valia a pena, na época saia mais caro que as passagens econômicas de avião, e essa foi a opção para viajar de Paris para Nice, e de Marseille para Paris. Nessas passagens não havia o despache da bagagem, podendo levar uma bagagem de 12Kg com medidas exatas, uma bagagem de mão, e apenas uma mídia (tablet, notebook e máquina fotográfica). E eles são bem rígidos quanto a isso.

Para essas passagens de avião, é apenas permitido as embalagens de 100 ml. Nem tive problemas em Paris e sim em Marseille, por incrível que pareça. Vale usar os kits de embalagens para viagem. Eu sempre uso embalagens velhas, reaproveitando e levando pouco produto, e mesmo no fim, bem no fim, e marcando 110 ml… eles pegaram!

Pois é… e fiquei irada quando pegaram a minha máscara de argila que já tinha comprado em Paris, estava lacrada, fechada, mas era 200g, e eles apreenderam em Marseille. Aaaffff!

Agora em Paris, e em Nice dicas de ouro…

bilhetes-metro.jpg

Em Paris, é claro que o melhor é andar a pé, ela foi uma cidade projetada para isso, mas dependendo do roteiro o melhor negócio é andar de metrô, trem. Não usamos o ônibus porque não  foi necessário.

Existem dois ótimos, excelente aplicativos das linhas de metrô e trem de Paris. Usamos o GUIDE, o qual calculava toda a rota e funciona offline. Também existe o NEXT STOP PARIS que é bem mais completo. Ambos são gratuitos.

Em Nice oferecem a dica em pegar um ônibus direto do aeroporto para a cidade por 12,00, mas ele não fica afastado portanto foi a maior furada! Basta pegar o translado para o terminal 1, sair e pegar o ônibus circular no ponto da avenida principal, que fica logo à frente. Não tem erro! E ainda pagará apenas 1,90 euros.

nice-aeroporto-bus
Não é necessário pegar esse ônibus por 12,00 euros!

Existe apenas uma empresa de ônibus circular para todas as cidade do Cotê d’Azur, então vale a pena, dependendo do seu roteiro, comprar um bilhete com 10 viagens, valendo para toda a costa.

bilhete-nice-10

bilhete-vaullaris
Esse serve para subir à Vallauris, 1 euro, uma cidade fora da costa – mais dicas em próximos posts

Agora o que não valeu, devido o preço, foi o ônibus de Nice para Marseille. A cia é maravilhosa, um ônibus confortável, wi-fi, tv em fim, bem diferente da nossa realidade, mas como já escrevi, por causa do IOF, saiu mais caro, e dava para ter comprado na hora.

Mas super indico a Cia de ônibus, a OIUBUS, ela é excelente, e não atrasa!

onibus-nice-marseille

Hoje esse post ficará com algumas dicas boas, nos próximos iniciarei com os roteiros que fizemos nessas três cidades. Que só me deu vontade de voltar e ficar mais tempo para conhecer melhor!

Até o próximo! E como sempre, um buen camino !

 

 

 

 

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