Caminho Português

Nós sabemos que há vários e diversos caminhos para Santiago de Compostela e independente da intenção do caminhante, eles são considerados de peregrinação. Todos são percursos dos peregrinos à cidade espanhola situada na Galícia, existente desde o século IX com o objetivo de venerar os restos mortais do apóstolo Tiago, presentes na Catedral da cidade.

Na Idade Média, o Caminho de Santiago de Compostela foi o mais realizado, superando a importância pela Via Francigena (com destino a Roma) e Jerusalém, sendo concedida uma indulgência plena a quem a fizesse. Passaram os séculos, a peregrinação foi esquecida, e ganhou força apenas na década de 80, principalmente após a publicação do livro de Paulo Coelho, “Diário de um Mago”, que ganhou uma conotação internacional.

Desde então a peregrinação ganhou uma nova importância e vem crescendo a cada ano. O número dos caminhantes cresceram e muitos deles não fazem pelo objetivo religioso. De qualquer forma, o Caminho é um itinerário espiritual de primeira ordem, centenas de pessoas o percorrem todos os anos. Em 1987 foi declarado Primeiro Itinerário Cultural Europeu e em 1993 na Espanha, 1998 na França, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

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Map of the travels of St. James in Western Europe

Os caminhos na Espanha já foram escritos, basta pesquisá-los. Agora vamos conhecer o caminho Português?

Em Portugal há 3 principais caminhos. As pessoas preferem partir de Porto, esse é o mais popular, porém há muitas vias e ele não é tão complicado com muitos outros.

  1. O Caminho Principal, parte de Lisboa com aproximadamente 600 Km, ou do Porto com 250 Km.

Trajeto a partir de Lisboa, passa pelas cidades: Alhandra, Azambuja, Santarém, Golegã, Tomar, Alvaiazere, Rabaçal, Coimbra, Mealhada, Águeda, Albergaria-a-Velha, Oliveira de Azemeis, Grijó, Porto

Trajeto a partir do Porto: Vairão, Rates, Barcelos, Ponte de Lima, Rubiães, Valença, Tui, Redondela, Pontevedra, Caldas de Reis, Padrón, Santiago de Compostela.

2. Caminho Português pela Costa (+-250 km), é a partir do Porto, e passa por Póvoa de Varzim (São Pedro de Rates), Esposende, Viana do Castelo, Caminha, La Guardia, Baiona, Vigo, Redondela e caminho comum ao Português.

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Pode iniciar pelo principal e depois terminar pela Costa, este consideramos o terceiro. Quem o fez, relata que são os caminhos mais bonitos da Europa, com todo o patrimônio conservado, com muita segurança e vistas belíssimas.

E então, já escolheu o seu?

Até o próximo post com mais detalhes dos trajetos.

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E o caminho de Portugal? Meta para 2018?

Finalmente conseguindo atualizar o blog, e com algumas metas ou melhor… planos. O ano 2017 foi recheado de muitos desafios, novidades, mudanças, provas e expiações, conquistas… e são elas que interferem na próxima viagem.

Queremos realizar o caminho português para Santiago de Compostela, também queremos ficar 30 dias e fazê-lo de bicicleta para curtirmos as cidades. Também queremos partir de Lisboa, queremos aproveitar ao máximo o que o caminho tem a nos oferecer.

Então nada melhor que iniciar o planejamento com a pesquisa sobre o caminho em Portugal e claro irei divulgar todos os detalhes aqui, assim como eu fiz com o caminho central na Espanha.

Se não rolar nesse ano, também temos em mente em fazer umas mochiladas aqui na América Latina, porque convenhamos: barato e lindo de morrer! Tão especial como Europa e cada viagem, cada lugar tem valores incomparáveis.

Fecho esse post agradecendo os seguidores, o ano maravilhoso que passou, minha família e amigos, a Deus, espiritualidade e também ao meu trabalho.

Desejo muita saúde para seguir caminhando na minha vida! Que venha 2018!

Nosso 26 dia, com 30 Km caminhados e recordo que o trajeto foi muito, mas muito chato e exaustivo.

Saímos tarde, sem neura, umas 7h, e pela manhã foi ótimo, as paisagens estavam lindas, mas depois do almoço lembro que o cansaço, com o sol, veio com tudo, o calor deixou a caminhada mais difícil.

Paramos duas vezes para lanchar, paramos algumas vezes para descansar, houve subidas e descidas nervosas, e algumas vezes pensei que teria sido melhor parar antes. O caminho não foi tão tranquilo como indicaram

Antes de chegar na cidade, paramos numa lanchonete de um camping, inclusive muito bom, e comemos um bom hamburguer, daqueles que só achamos numa boa lanchonete no Brasil. quase perto do monte paramos numa venda e lá tinha uma criança, um menino, filho do dono que ficou bem feliz ao saber que éramos brasileiros, e adinha o porque? Por causa do Neymar, do futebol e etc… é… de certa forma une os povos…

Paramos e ficamos no albergue municipal que é gigante, com vários alojamentos e um restaurante de primeira, com lavanderia e área de lazer. Com míseros 6 euros nos hospedamos bem dessa vez. No restaurante comemoramos praticamente a chegada, só resta 5 km e será bem tranquilo, bebendo um bom vinho com petiscos e outras coisitas a a mais, descansamos e nos divertimos, agora já era uma sensação de vitória.

 

Movimento No Poo, funciona?

A realização do caminho veio ao encontro meu com a busca de uma vida mais simples, a qual confesso que é difícil quando se mora em SP. Mas, mudar hábitos, consumir menos, reaproveitar materiais, separar o lixo, comer menos carne e etc já são rotineiros aqui em casa. Agora parto para os produtos caseiros para criar menos lixo e consumir menos produtos prejudiciais à saúde.

Estou no movimento “no poo”, sem shampoo e condicionador. Em duas lavagens já estou amando os resultados. Vou seguir à risca nesse mês e depois postarei os resultados. Não aguento mais ir às lojas e ficar zonza e confusa com o bombardeamento de produtos, propagandas e novidades… que cá entre nós, são desnecessárias e viciantes, porque usa uma quer outra, virando um ciclo ridículo.

Pretendo manter um hidratante, um shampoo e condicionador básicos, para momentos praias e etc, não sei como meus cabelos reagirão, talvez nem será preciso… meu óleo de argan e o bepantol líquido também não serão abandonados NUNCA. Mas os tratamentos estéticos serão todos naturais, com frutas, óleo de coco e outros produtos: água de arroz é excelente para pele, a maizena é um maravilhoso shampoo à seco, o açúcar excelente exfoliante e o abacate um essencial hidratante.

Seguindo essa receita estou me surpreendendo, vou linkar para vocês, por uma vida mais simples! #nopoo#vidasimples :

http://revistamarieclaire.globo.com/Beleza/noticia/2016/01/quatro-meses-sem-shampoo-jornalista-revela-como-seu-cabelo-ficou-mais-bonito-sem-produtos-industrializados.html

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Minha pesquisa – Vallauris

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Só para não deixar esse blog abandonado… uma foto sobre a minha pesquisa: eis uma cerâmica de Picasso, da fase pictórica – pintou um vaso de Suzanne Ramié, que o projetou inspirada pelas cerâmicas pré-colombianas.

Um vaso lindo, e sua beleza não aparece na foto… em Museu de Vallauris – França, outubro de 2016.

Diário da França – Marselle

Este é o último post sobre a minha viagem na França. Terminamos em Marselle, uma cidade grande, urbana, com cara de São Paulo mas com um ar de litoral. Antiga, Medieval, Renovada, Campo de Estrangeiros árabes, turcos, indianos, brasileiro… um comércio louco, ruas perigosas, uma marina e porto lindo, um museu mediterrâneo de acabar o fôlego. Uma cidade de paradoxos e contradições.

Pegamos um ônibus no terminal rodoviário de Nice que fica no terminal 1 do Aeroporto. A empresa Oui Bus foi excelente, pontual, rápido, seguro e um ônibus bem confortável, dá para ir à Paris com ele numa boa.

Em nosso 9 dia na sexta dia 21, chegamos à tarde. Foi o tempo de chegar no hostel, que ficava no centro ao lado da Rodoviária, almoçar e sair para ver o fim do dia.

Andamos até a marina antiga, o porto velho, subimos as escadarias do MUCEM e andamos pelas ruas, só. Achamos umas lojas ótimas, o comércio da cidade é muito variado e barato.

 

Dia 10 – 22/10 – sábado

Nem falei do Hostel que ficamos, por 18 ou 20 euros, não me lembro, ficamos também com um quarto com dois banheiros privativos, duas beliches e duas camas  na parte de cima. Um espaço muito bacana, grande e bem jovem, com salas de estar, cozinha e espaços de conveniência. E os atendentes super educados, na verdade… em todos os hostels fomos muito bem recebidos.

Em Marselle ficamos no Vertigo , 42 rue des petites Maries. Encontramos um e uma brasileiros, foi bom demais conversar em nosso idioma.

 

Saimos pela manhã, não fizemos o passeio de barco até  para as praias paradísiacas de Calanque, porque o tempo estava instável, mas se quiser é só pegar os barcos no porto velho e os passeios variam de 15,20 a 30 euros.

Também tem o passeio de barco até o Château d’ If: 1 h de visita, aproximadamente 15,20 euros. Não fizemos pelo mesmo motivo, nos restava passear pela cidade mesmo.

Só o MUCEM, foi horas de visitação, só no castelo medieval. É uma cidade sendo restaurada após o bombardeio dos nazistas, que a usou como um forte na 2 Guerra Mundial. É um lugar líndissimo. Por sorte na livraria também achei material para minha pesquisa.

Descendo para a praça do museu, andamos  pela La Canebière,  chegando no portuário NOVO. Subimos até a Notre Damie de la Garde. Seguimos pela Cinq Avenues até o Palácio Longchap –  tinha a informação de que cada monumento era aproximadamente 12 euros, entramos de graça.

Depois fomos para o outro lado do porto velho, para o Fort de Saint Nicolas, fica na 7 Promenade Robert Laffont. Depois começou uma chuva dos infernos que não parou até a madrugada, forçando a gente a voltar pro Hostel. De qualquer forma, conseguimos conhecer um pouco da cidade que também tem o seu encanto e muitas praias lindas que não foi possível conhecer dessa vez.

França é linda e encantadora, com certeza voltarei para conhecer melhor as suas praias e até as outras cidades do interior, escrevendo no blog bateu as saudades, e já estou planejando as os próximos destinos, porque sempre falo: Eu trabalho para viajar!

 

Diário da França – Antibes – Vallauris – Cannes

Dia 7 – 19/10 – VALLAURIS – CANNES – quarta

Acordamos bem cedo, às 7h, porque na França tudo se abre a partir das 9 ou 11h, fecha às 13h e depois só abre às 15h. Trabalham apenas 4h por dia, pelo menos na região de Vallauris em Golfe Juan.

Precisava ir na Biblioteca Municipal de Vaullaris (com os horários quarta à sexta 9h-12 / 15h-18h), que fica na mesma praça dos museus Museu da cerâmica / Nacional Picasso / Magnelli.

Em Nice, pegamos o ônibus Cannes 200, e descemos em Golfe Juan. Não tem erro com o marcador de estações e os avisos das estações tanto do motorista como do letreiro. Descemos no ponto Vallauris, Avenue Georges Clemenceau  e seguimos à pé, numa bela subida até a cidade. Foram 20 minutos, tranquilo, mas durante o caminho descobrimos os ônibus que subiam por 1 euro, então no dia seguinte subimos por eles.

Quando Vallauris se aproximava, vimos os cartazes sobre Picasso, as esculturas de Roger Capron e todos os anúncios dos artistas da cidade.

 

Uma cidade de artistas, a cidade provençal da cerâmica francesa, bem pequena, simples e charmosa. Em um dia você conhece tudo, precisei ir dois dias, duas manhãs por causa dos horários, mas hoje eu percebo que se eu tivesse mais tempo teria descoberto muito mais informações para o meu mestrado, mas o que eu trouxe já está suficiente.

Chegando lá, basta seguir esses caminhos, é cheio de subidas e descidas, nada comparado com Ouro Preto. Pensei que as produções fossem mais ricas, me decepcionei, mas encontrei alguns ateliês ótimos, e outros estava mais afastados impossibilitando de conhecer.

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Basta seguir esse mapa para conhecer tudo

Não tem mistério, basta seguir a Seguir até a Place de la Libertation 06220, para visitar o Museu da cerâmica / Nacional Picasso / Magnelli : fecha às terças e funciona das 10h – 12h / 14h – 18h ou 17h. Também se chega em Madoura, que foi a olaria que abrigou vários artistas para fazerem cerâmica: Picasso, Chagall, Miró, Matisse e etc – e hoje virou um museu, vale a pena visitar. Também a praça com a obra de Picasso, aquela que se toca “O homem com o carneiro”

E conseguimos  visitar a XXIV Bienal Internacional Cerámique du Vallauris 2016 – estava em cartaz até 31 oct.: 7 exposições por 5 euros, 10h – 12h15 / 14h – 17h – foi muito bom, tinha obras do mundo inteiro, menos da América… senti falta!

DICA: O comércio fecha entre 12h – 14h. Na rua principal tem muitas lojas e cafés, e cerâmicas: Avenue George Clemenceaus.

Almoçamos nossos lanchinhos feitos no hostel e comprados no Cassino, e antes de sair, queria comprar um livro sobre as cerâmicas de Chagall que tinha na livraria do museu. Deixei pra comprar depois… já tinha pesquisado muita coisa na biblioteca que era bem mais informal, agradável e disponibilizava cópias gratuitas. Mas pasmem… a livraria não abriu e não ia abrir por falta de público. Afffeee tive que voltar no dia seguinte e a intenção era pesquisar mais na biblioteca que… não abriu na quinta!

Pois é… ai descobri os horários de trabalhos das escolas e os feriados loucos da França. As escolas funcionam 3 semana, integral, e uma semana fica fechada, para os alunos fazerem pesquisa de campo. Há umas sextas que fecham também, e peguei bem uma dessas: biblioteca fechada maaaaas comércio funcionando, comprei o livro no dia seguinte… e partimos para Antibes na quinta também.

Depois da espera, descemos a pé e pegamos o mesmo ônibus para descer no ponto final de Cannes. Conhecemos um pouco dessa cidade chique, cara, linda no final dessa tarde. Andamos pela orla, vimos os estúdios de cinema e televisão montados, os iates caros, tudo com muito glamour.

Comemos um bom croissant com um café italiano, e ainda ganhei uma bolsa linda do meu pai. Pertinho do ponto há um comércio ótimo, lojas promocionais e ainda o Monoprix, que é uma rede fantástica com tudo que você pode imaginar.

Na volta, optamos em jantar no Mc Donald’s, juro que eu estava com vontade e amei o lanche e a batata com cortes diferentes e seu molhinho francês. O sanduíche é bem mais leve com mais salada, gostei muito.

 

Dia 8– 20/10 – VALLAURIS – ANTIBES – quinta

Por causa dos horários maluco, voltei pela manhã em Vallauris, dessa vez subimos de ônibus, para comprar os livros e também para pesquisar mais na biblioteca.

Bom… biblioteca fechada, mas comprei o livro que queria muito! Aproveitamos e tomamos um café comprado no Carrefour e numa Padoca simples mas MARAVILHOSA, bem na av. principal: brioche, quiche e croissant de chocolate. Sentados na praça, nos deliciamos.

Descemos e no mesmo ponto em que descemos, pegamos o mesmo ônibus Cannes 200 para irmos à Antibes.

A cidade é separa em duas: a alta (centro) e a baixa (marina) Quando chegamos estávamos na parte baixa. Descemos no terminal da cidade, na estação de ônibus Pôle d’Échanges d’Antibes, caminhamos pela Rue Boulevard Général Vautin,  atravessamos a passarela sentido à estação de trem, descemos as escadas e seguimos para Rue Sadi Carnot e por ela descemos até a Marina. Seguir para a direita.

Andamos por ela até Avenue de Verdun, até chegar numa muralha de pedras com uma escada. Essa entrada estava fechada, fomos até o muro mesmo e passamos pelo portal. Pronto estávamos no centro velho de Antibes. Andamos pela Promenade Amiral de Grasse até o Château Grimaldi onde estava o Musée Picasso Antibes.

Sobre o museu: fecha às segundas, funciona das 10h – 13h e 14h às 18h. Fica na Place Mariejol, 06600 – não tem erro. Como chegamos bem na hora do almoço, decidimos passear pela cidade até dar as 13h.

Indo para a Cours Masséna tem o Marché Provençal, um mercado com frutas, azeite e etc. Uma pena ter visto a desmontagem, só de olhar as azeitonas, os antepastos, as frutas secas, castanhas e queijos, hum… nossa fico com água na boca!

A cidade é uma graça, foi a que eu mais gostei. Arquitetura medieval me encantou com as ruelas, casinhas e construções bem conservadas. Com muitos vasinhos, flores e galerias de artistas que produziam para vermos. Não tem como se perder…

E as praias?! Gente, quando vi o mar azulzinho, perfeito, sem ondas, com suas nuances… quase cai para trás. O mar mediterrâneo realmente é belíssimo!

O Museu de Picasso é simplesmente ótimo, muito completo e rico. Não me deixaram fotografar, mas comprei um catálogo muito bom. Achei o melhor sobre o Picasso até então.

Depois voltamos, pegamos um trânsito – VERDADE! Muita gente voltando do trabalho, chegamos bem tarde e jantamos uma boa refeição com a nossa companheira de quarto, uma artista plástica brasileira, como uma despedida.

A impressão é de boa educação, limpeza, cultura… olha, não dava vontade de voltar não… o parisiense é fechado, mas o francês na Provence, é bem diferente. Adorei conhecer essa região.

Próximo post: Marselle.

 

 

Diário da França – Nice

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O que dizer de Cotê d’Azur? Desse litoral mediterrâneo que banha a França, abençoada por tanta beleza? Mesmo no outono, com um friozinho básico impedindo os mergulhos, a costa é linda, uma paisagem fantástica. Essa costa é muito fácil conhecer, porque tudo é perto, comparando com as praias do nordeste por exemplo, e tem transporte fácil: táxi, ônibus e trem. A maioria opta pelo ônibus e vou falar o porquê.

Pelo mapa, vemos que as cidades ficam próximas, e os trajetos são feitos por uma única via principal. Todos os ônibus circulam por ela, pode-se ir de Nice para todas as outras cidades. Por isso ficamos nela, e nosso hostel ficava bem no centro, na pracinha que tinha quase todos os pontos finais dos ônibus, e claro, ficamos no coração de Nice.

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No primeiro post tem todas as dicas, principalmente o transporte do aeroporto de Nice para a cidade, vale a pena ler, segue o link:

DIÁRIO DA FRANÇA: PRIMEIRO AS DICAS VALIOSAS DE VIAGEM

Vamos pro roteiro?

 Roteiro Nice – Antibes – Vallauris

Ficamos no Hostel Paradisis, localizado em  1 RUE PARADIS, pertinho da praça principal. O quarto era praticamente o de uma pousada, com três camas (dividimos o quarto com uma brasileira), tinha o banheiro particular com os amenities, armários, televisão, frigobar, chaleira elétrica, chazinhos, cobertor… não parecia um hostel, só não havia cozinha e uma área de estar, mas por 21 euros naquela região, era uma hotel 3 estrelas. Super indico!

 

Chegamos à tarde no nosso 6 Dia  18/10  – terça. Foi chegar e sair para curtir a cidade, porque seria praticamente apenas essa tarde pra isso.

Tivemos 2 dias e meio, e eu tinha que ir para Vallauris e Antibes pesquisar. Pouco tempo para muita coisa, então não perdemos tempo e infelizmente não conheci tudo o que Nice ofeceria: museu Chagal, Matisse, sítio arqueológico, catedral russa… e não conseguimos ir para Mônaco. Mas passamos um final da tarde em Cannes.

Para quem quiser, disponibilizo o roteiro completo para baixar: roteiro-nice

Para comer, Mc Donald’s e lanchinhos no mercado Cassino. Ótima opção para comprar doces, pães, queijos e presuntos crus. Há vários outros lugares ótimos, jantamos em um restaurante por 13 euros, no lado do hostel, infelizmente não lembro o nome, mas… a noite em Nice é bem agitada com muitas ótimas opções, você não vai se perder.

Então no nosso primeiro fim de tarde, andamos pela costa de cabo e rabo, e um pouco pela cidade e suas praças. Ainda quero retornar para curtir as praias, me deixou com a vontade de Quero Mais!

 

Para guiar, fotografei um mapinha bem básico da costa, só para verem como é fácil viajar por esses lados. A única cidade que estava fora foi Vallauris, que precisou de uma caminhada e ou ônibus… escreverei no próximo post.

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Buen caminho siempre!

 

Diário de Paris – Parte 4

Dia 4 – 16/10 – JARDINS DE LUXEMBURGO – PANTHEON- QUARTIER LATIN – MONDE ARABE – PARIS À NOITE

Nesse dia fizemos tudo a pé, menos a volta para o hostel. Acordamos cedo e caminhando pela Rue de Vaugirard chegamos nos Jardins de Luxemburgo, um verdadeiro parque, lugar playba, lindo de morrer, perfeito para fazer exercícios, ler, passar umas horas.

De lá mesmo seguimos para o Quartier Latin, nesse grande distrito (5 séme) há muitos lugares para andar e conhecer. É o lugar dos intelectuais e possui dois parques lindos. Focault e Hewniway e outros moraram em Quartier e a maioria está enterrado no Panteón. Visitado-o, passamos também pela Igreja Sainte Étiènne du Mont, aquela em que Woody Allen filmou seu filme, sentei no degrau esperando voltar à década de 20 =).

Um bairro fantástico, vivo, com um bom comércio, livrarias, sebos, intelectuais e também estrangeiros. Vimos muitos comércios, indianos, chineses e árabes. Almoçamos num bistrô muito gostosinho e charmoso, na frente da Université Pierre, na Rue Jussieu, por 10 euros comemos dois crepes (salgado e doce) e uma cidra, que é totalmente diferente da nossa e bebe-se em uma xícara com um sabor bem frutado.

Depois do almoço fomos para o Institut du Monde Arabe indo pela Fossés St-Bernand. Vale a pena ir, pode subir de graça para ver a vista da cidade. Com o Museum Pass entramos para ver o acervo e as exposições, que inclusive são ótimos e merecem uma visita, sem contar que a arquitetura é muito linda, moderna e interessante.

Do Instituto passamos pela Pont de la Tournelle e passamos novamente pela Notre Dame, dessa vez com um sol lindo e fomos andando pelas margens do Sena com a intenção de  visitar o Musée d’Orsay, mas infelizmente chegamos 5 min. depois e já estava fechado. Descansamos sentando nas escadas para escutar uma dupla de músicos e arrasavam para depois andar mais e conhecer melhor a cidade, e principalmente ver Paris, a cidade Luz à noite.

 

Do Musée d’Orsay, atravessamos a passarela, para chegar no Quai des Tuileries chegando no Jardin des Tuileries e na Place de La Concorde. Ficamos no Jardin até cair a noite e na ponte até tudo acender. Atravessando-a andamos pela Quai d’Orsay, pela Quai Branly até chegar na Torre Eiffel, atravessamos por baixo novamente para sentarmos no Trocadero e assistir o show de luzes da torre que acontece a cada uma hora. Na escadaria as pessoas se encontram com seus grupos de amigos e é o ponto de encontro de todas as tribos. Escutei um bom said árabe, uma violão, e um rockzinho básico. Um lugar democrático e seguro.

Esse foi basicamente um último dia de andadas, por isso aproveitamos bem, e a noite comemos uma comida chinesa bem típica e tradicional, em uma marmita por quilo bem pertinho do hostel, inclusive super indico esses restaurante porque são ótimos e possuem um bom preço.

No dia seguinte precisava ir na biblioteca pesquisar então deixamos o roteiro leve para o último dia. E já vou escrevê-lo aqui porque foi bem pequeno.

Dia 5 – 17/10 –MONTMARTRE – BASÍLICA OF SACRE COEUR – CITÉ DE LA CÉRAMIQUE – segunda

Foi um dia mais light, dedicado na parte da tarde à minha pesquisa e a visita do Musée de la Céramique em Sérvre.

Na parte da manhã fomos de metrô até Montmartre para visitar a Basílica of Sacre Coeur, que é belíssima, e sem contar que o bairro é encantador, charmoso, com seus artistas trabalhando, com suas galerias e lojinhas com produtos artesanais. E é o melhor lugar para comprar presentes, lembranças e até perfumes. No último dia voltamos de Marseille e fomos até Montmartre, à tarde para comprarmos todos os presentes ante de pegar o vôo. Valeu a pena.

A entrada da Basílica é gratuita mas a subida da torre é paga, 10 euros. Nesse dia o nosso Passe já tinha perdido a validade, mas a vista a partir dela já é belíssima, um outro olhar da cidade. Ahhhh…. e o lanche gigante que comemos!! Em Paris, comi uma linguiça com vinagrete feita por um chinês! É a globalização… =)

Para chegar em Sèvre, pegamos o metrô e fomos até o ponto final. Todos eles  ficam na 2 Place de la Manufacture, 923 10, Sèvres. É uma verdadeira cidade da cerâmica, onde há restauros, fabricação em larga escala, estudos e pesquisas, fiquei bem interessada em visitar todos os setores. Também fui muito bem atendida quando falei sobre a minha pesquisa e tive as portas abertas para a biblioteca. Mas infelizmente nela não encontrei muita coisa, e pasmem… nada estava informatizado, ainda usam ficha!!

O museu fica aberto das 10h – 17h. Entrada 6 euros, mas nas segundas é gratuito. Ir pelo metrô e descer na linha 9 – Pont de Sèvres. A biblioteca funciona das 14h às 17h30.

Agora sim, nos próximos dois posts escreverei sobre Nice, Antibes, Vallauris e Marselle.

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